• Nanda Gomez

As cores no Design de Interiores

Muitas vezes quando meus clientes chegam até meu escritório com uma verba mais reduzida, trabalhar com as cores é uma ótima ideia, mas para conseguirmos um bom resultado precisamos entender como se dá a composição das cores. Então, antes de falarmos na aplicação delas na decoração, precisamos ter claramente em nossas mentes como elas funcionam e se relacionam.


Dizemos que cor é um fenômeno físico relacionado a existência de luz, essa que refletida ou absorvida por uma superfície, produz a cor aos nossos olhos. Portanto se a luz não existisse, não existiriam cores.



Lembra do prisma que aprendemos na escola? Pois é, precisamos resgatá-lo... Quando incidíamos uma luz branca sobre ele, o prisma decompunha a luz em sete cores, o famoso arco-íris: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta. Essas cores foram organizadas num círculo, o Círculo Cromático, com ele conseguimos visualizar as melhores composições das cores.


As principais cores do círculo são: azul (ciano), amarelo e vermelho (magenta), porquê a partir delas conseguimos criar as demais, laranja, verde, e violeta, conhecidas como cores secundárias, e finalizando a composição do círculo cromático temos as cores terciárias, compostas por uma cor primária e uma secundária, laranja, oliva, turquesa, celeste, violeta e rosa.


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Definidas as 12 cores, agora temos a saturação delas, o modo mais fácil de explicar, seria dizer que quanto mais esbranquiçada ou escurecida qualquer uma dessas 12 cores do círculo cromático, menor será a sua saturação, e quanto mais próxima da cor real, maior a sua saturação.


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A partir do entendimento da saturação, podemos falar sobre a divisão entre cores quentes e frias e neutras. Essa divisão nada mais é que a sensação visual e psicológica que cada uma delas pode transmitir ao nosso cérebro. Dizemos que elas são quentes quando transmitem uma sensação de calor, associamos muitas vezes ao sol, movimentação, vivacidade, enquanto que as cores frias transmitem tranquilidade, introspecção, relaxamento. Já as cores neutras entram como complemento das demais, e muitas vezes são usadas para realçar as cores quentes ou frias, entre elas as mais conhecidas são o bege e o marrom.


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E por último, mas não menos importante é preciso saber como as cores se relacionam, para que assim no próximo post eu possa explicar a aplicação delas nos Projetos de Interiores.


Como dizia o pintor surrealista Marc Chagall: “Todas as cores são amigas de suas vizinhas e amantes das cores opostas”. Isso quer dizer que as cores análogas (vizinhas), se combinam por afinidade, o famoso tom sobre tom, transmitindo uniformidade. Já as cores complementares (opostas no círculo cromático) se atraem, transmitindo harmonia. Existe também a composição por Tríade, onde usamos três cores equidistantes no círculo cromático, porém essa combinação não é tão contrastante como o esquema de complementares, ela passa a sensação de mais balanceado e harmonioso, vemos essa composição perfeitamente nas obras de Piet Mondrian.



O círculo cromático é o nosso principal aliado na hora da escolha da paleta de cores que iremos usar numa decoração. Essa ferramenta é um fator essencial em nossos processos de criação, não utilizá-lo é a mesma coisa que tomar uma sopa com garfo.

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